Inspirado pelos eventos invernais, reposto um “clássico” de baixa qualidade com alterações pontuais. Trata-se de poeminha imaturo – quase pueril –, (mal) escrito no inverno de 2005 (precisamente, no dia 6 de julho), em contexto de impossibilidades muito parecido com o vivido atualmente. Transparece claramente minha perene dificuldade com rimas e métrica. Mas segue:
Rio polar
É chegado o tempo
A hora da colheita
E no inverno enfrento
Cada escolha feita
E todos os livros
só têm paliativos
E nada de desejos
Queria os teus beijos
Tudo o que colho
tem o gosto do sal
que me escorre do olho
Sempre como um fractal
E como sinto frio
Batendo meu queixo
às margens do rio
Querendo teus beijos
Mergulho de ponta
Sem ti não dei conta
Quero quebrar o gelo
Pensar não é derretê-lo
Pois todos os livros
só têm paliativos
E nunca desejos
Quero mesmo é teus beijos
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